Suporte à Serviços em Nuvem

A real iniciativa das empresas em migrar seus serviços de TI para a nuvem já é uma forte constatação de uma conversa que, até bem pouco tempo, era tida como tendência. A cada dia aumenta o numero de empresas que buscam iniciar sua jornada de migração, avaliando workloads de suporte ao negócio, com o objetivo de transformá-los em serviços na nuvem. Seja para IaaS, PaaS, SaaS ou um misto destes conceitos (leia este artigo), os gestores buscam formas de maximizar performance com redução de custos – fazer mais com menos – principais macro características da nuvem.

No entanto, um fator que muitas vezes fica de fora da análise é a questão de suporte ou backup dos recursos particulares de cada ambiente, principalmente em modelo de IaaS (SaaS e PaaS normalmente já possuem este tipo de suporte).

Mas o que isso significa?

No modelo tradicional, que é suportado por ambientes on-premises (locais), todo o suporte à incidentes, problemas, recuperação de backups ou execução de um DR – Disaster Recover, é prestado pela equipe de TI interna ou por contratos com empresas que prestam este tipo de serviço.

Ao migrar para a nuvem, é comum perceber em alguns profissionais de gestão, a sensação de que estes serviços devem ser prestados pelo provedor contratado. Mas é preciso estar atento ao que está incluso nos pacotes e aos termos e condições definidos nos contratos, para assim se assegurar do que é necessário adicionar, e ter as garantias necessárias à real continuidade do negócio.

Para entender toda a disponibilidade e continuidade prometida pelos serviços em nuvem, não é necessário muito esforço. Basta perceber que os altíssimos SLAs prometidos por estes serviços, que giram em torno dos 99,95% de uptime, estão mais ligados à disponibilidade da infra física e da camada de gestão que sustenta a nuvem. Todo ambiente de TI é, basicamente, hardware e software. No caso da nuvem, os consumidores não tem acesso à camada física, restando apenas software. Este, por sua vez, está dividido em dois tipos:

  • O Software de Gestão do Ambiente: composto pelas ferramentas e portais disponibilizados pelo provedor para que os administradores executem atividades de gerenciamento do ambiente, tais como: criação de máquinas virtuais ou serviços, redes e outras atividades.
  • Os Softwares dos Seus Próprios Serviços: composto pelos sistemas operacionais dos seus servidores e os sistemas corporativos que são executados no ambiente.

Exemplos Práticos

Imagine um caso em que a TI migrou serviços de autenticação de usuários para a nuvem (IaaS), visando melhorar a performance de acesso para funcionários que trabalham na rua, mas acessam recursos corporativos. Os servidores estão provisionados em máquinas virtuais no provedor de serviços de nuvem.

O que acontece se o sistema operacional de um dos servidores hospedados falhar por algum motivo?
Por exemplo, uma incompatibilidade de atualização do sistema ou infecção por algum Malware.

Nestes casos, existem duas formas de se manter os sistemas em funcionamento:

  • Por Redundância (alta disponibilidade): sistemas iguais funcionando em paralelo, para garantir a continuidade dos serviços. De forma análoga à ambientes de infraestrutura local, na nuvem também é necessário manter este tipo de redundância. No geral, a garantia de redundância dos provedores de serviço são para disponibilidade do ambiente físico, ficando à cargo do cliente a estruturação do seu próprio ambiente de sistemas para oferecer garantia de disponibilidade dos mesmos. Sistemas com este tipo de estrutura, costumam ser altamente críticos.
  • Por Recuperação de Backup (maior tempo de downtime): neste caso, não há nenhuma estrutura que garanta a continuidade imediata. Em caso de parada de sistemas ou perda de dados, é necessário recorrer à informações armazenadas em unidades externas ao ambiente, onde as mesmas foram previamente dispostas para acesso em caso de emergências. Mesmo em nuvem, alguns serviços requerem este tipo de backup, visando manter versões anteriores de dados para o caso de modificações indesejadas dos mesmos.

Conclusão

É certo que os maiores provedores de nuvem do mercado são capazes de prover alta disponibilidade de seus recursos, de modo a garantir os SLAs prometidos. No entanto, como já foi explicado, existem recursos que precisam de atenção dos gestores de TI para que, mesmo com garantias de funcionamento dos recursos físicos, não venham a enfrentar indisponibilidade dos sistemas que suportam os serviços. Outro importante recurso que precisa de atenção é a redundância real dos links de dados, que nem foi abordado em detalhes neste artigo, mas que também merece cuidados extremos. Contratar serviços de operadoras distintas, com caminhos diferentes, faz parte uma bos estratégia de disponibilidade dos serviços. Garantir que a topologia do data center (virtual) promova a alta disponibilidade ainda é, na maioria dos casos, uma responsabilidade das empresas, na pessoa de seus administradores de sistemas, que devem fazer estudos de migração, já contemplando esta condição.

Sem avaliação até o momento.

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