Computação em nuvem: benefícios para o negócio

Um breve histórico das principais empresas do mercado

Antes de mais nada, é interessante se fazer uma breve retrospectiva na história da computação em nuvem, para entendermos o cenário atual.
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1999 Aparece o primeiro registro oficial deste tipo de serviço. A Salesforce.com, fundada em neste mesmo ano por Marc Benioff, ex-executivo da Oracle, apresentava ao mercado o primeiro produto totalmente comercializado na modalidade de subscrição em nuvem, sua atualmente conceituada ferramenta de CRM. Criada para ser especializada em SaaS – Software as a Service, a Salesforce.com, sendo a pioneira nesta modalidade, hoje se tornou uma das maiores empresas do seguimento, valendo mais de US$ 12 bi e empregando mais de 19.000 pessoas (até 2015) espalhados por todo o mundo.

 

aws2006 – Com a introdução dos serviços online para websites, a Amazon.com começava sua trajetória no mercado com seu primeiro produto de serviços em nuvem, que depois viria a ser o poderoso AWS – Amazon Web Services. Inicialmente disponível apenas como plataforma, atraiu mais de 180.000 desenvolvedores em todo o mundo. A partir de 2010, a gigante moveu seus clientes do Amazon.com Web Services, que era direcionada ao varejo, para o AWS, uma solução muito mais robusta. A partir dai foi evoluindo seus serviços e agregando funcionalidades, para se tornar um dos maiores provedores no seguimento de computação em nuvem do mercado global, tanto para PaaS – Platform as a Service, quanto para IaaS – Infraestructure as a Service.

 

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2010: OpenStack – Como uma iniciativa de software livre, o OpenStack deu início as suas atividades com base no Nebula, criado pela NASA, e nos serviços de nuvem da RackSpace. Mas o que é o OpenStack? É uma plataforma que possibilita a criação, gestão e controle de diversas soluções de nuvem pública ou privada. Não é apenas uma solução de virtualização, mas uma composição de soluções que podem agregar os mais variados serviços de nuvem, incluindo soluções externas.

2010: Windows Azure – A solução de nuvem da Microsoft inicia suas operações comerciais, trazendo sua consolidada tecnologia de virtualização privada para o mundo da computação em nuvem pública. Tendo a flexibilidade no consumo, escalabilidade e a facilidade operacional como seus pontos fortes, o Windows Azure foi estrategicamente renomeado em 2014 para Microsoft Azure. Atualmente o Azure está disponível em mais de 30 regiões do mundo, garantindo alta disponibilidade e segurança para mais de 600 tipos de serviços em seu portfólio. O Azure também conta com as modalidades de PaaS, SaaS e IaaS.

 

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2011: IBM SmartCloud – A IBM apresenta ao mercado o SmartCloud. Uma solução de nuvem que também oferece as três modalidades do serviço (PaaS, SaaS e IaaS), possibilitando agregar redes públicas, privadas e híbridas. No ano seguinte a IBM adquire a já conhecida SoftLayer e a incorpora à sua divisão de nuvem, fortalecendo ainda mais sua atuação no mercado de cloud global.

2011: Microsoft Office 365 – sendo antecedido pelo BPOS – Business Productivity Online Suite, no final de 2010 a Microsoft inicia os testes do Office 365 em sua versão beta privada com diversas empresas, tornando essa pública em abril do ano seguinte. Na modalidade SaaS, o office 365 cresceu em opções de consumo e modelos de aquisições e hoje atende desde usuários pessoais/domésticos à grande corporações globais. A Microsoft vem trabalhando fortemente no produto, buscando se estabelecer e apresentar inovações nos componentes já consolidados e criatividade no lançamento de novos itens de portfólio. Pode-se dizer que o Office 365 é hoje a principal suíte de produtividade corporativa do mercado.

 

Mas como a nuvem pode beneficiar o negócio?

setas_duvida_caminhosEm primeiro lugar, com tantas soluções presentes no mercado, a competitividade traz uma disputa saudável e benéfica aos consumidores, possibilitando a normatização e o controle dos preços. Para além disso, a nuvem traz maior flexibilidade na contratação, focando naquilo que é realmente necessário, o que possibilita o pagamento pelo uso real dos recursos. Enquanto nos moldes convencionais é necessário balizar a capacidade de processamento pelos picos de utilização, no modelo de computação em nuvem é possível acompanhar as variações nas demandas de negócio e, com isso, flexibilizar os custos.

Modelo Convencional: Custos Fixos

Como já foi dito, nos modelos convencionais por aquisição de hardware existem situações complexas de gerenciar. De acordo com o exemplo da figura 1, em CAPEX a capacidade instalada de processamento é estática na maioria do tempo e sofre readequações quando necessário. O fato é que a curva de demanda quase nunca segue a de capacidade de processamento, gerando desperdícios nos excedentes e gaps quando ocorrem demandas imprevistas. No geral, o modelo convencional não consegue atender em tempo e de forma eficiente às demandas dinâmicas da área de negócio.

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Figura 1 – modelo de aquisição CAPEX/OPEX

Modelo em Nuvem: Custos Flexíveis

Em se tratando de computação em nuvem, é possível adaptar-se de maneira flexível a qualquer necessidade demandada pelo negócio. A possibilidade de pagar pelo uso torna a aquisição baseada em serviços (OPEX) um modelo bastante atrativo do ponto de vista financeiro, além de atender aos interesses do negócio de forma mais eficiente. Características como elasticidade, escalabilidade e disponibilidade tornam este modelo um importante instrumento na missão de tornar a TI uma área aliada e alinhada com as estratégias corporativas. Na figura 1 é possível observar as diferenças entres os modelos de custos fixos e custos variáveis. Os pontos-chave da ilustração (figura 1), são os momentos em que há sobra de capacidade de processamento, ou seja, desperdício! E os momentos em que a capacidade computacional não é suficiente para atender as demandas.

Modelos Híbridos

Diferente dos dois modelos apresentados, existe também a opção de aderir a um modelo de data center híbrido, onde parte da infraestrutura de TI está alocada dentro da empresa e parte alocada na nuvem. Ambientes híbridos costumam atender as demandas excedentes de forma satisfatória. É uma boa opção para iniciar a jornada das empresas na transição para a nuvem. Mas este é um tema que merece um artigo específico e será disponibilizado em breve.

Conclusão

Algumas empresas mais inovadoras defendem a ideia de utilização de recursos de TI 100% em nuvem! E muitas já nasceram neste modelo. Outras ainda resistem presas ao conservadorismo arraigado nas bases de suas fundações, mantendo grandes volumes de equipamentos como ativos em data centers próprios. Em se tratando de adoção à “novas” tecnologias, há aquelas que ainda não aderiram nem à virtualização.

De fato, quando se trata de escolher a melhor opção, não há certo ou errado. É importante analisar todas os serviços e recursos disponibilizados pela TI ao negócio, antes tomar uma decisão. Aliás, essa é uma decisão impactante e precisa estar muito bem embasada em análises detalhadas de todo o ambiente de TI e dos processos de negócio.

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1 comentário em “Computação em nuvem: benefícios para o negócio”

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